domingo, 12 de junho de 2011

AUTO-ESTIMA



AUTO-ESTIMA
A auto-estima é a capacidade que o ser humano tem de amar a si próprio,
apreciar-se e gostar de si mesmo. É a imagem que cada um faz de si , independente do
que os outros nos vêem. É o direito de expressar nossos desejos e de desfrutar os
resultados de nossos esforços.
“A palavra” estimar “significa apreciar, agradar-se. Já a partícula” auto
“faz referência ao que pertence ao eu. A auto estima seria a possibilidade
que a pessoa tem de reconhecer as próprias qualidades, assim como amar-se
e aceitar-se como um ser de valor”. (PREISIG, 1997, p. 276).
A auto-estima é importante porque é nosso modo de ser, que nos faz perceber e
nos avaliar modelando nossa vida. Uma pessoa que não confia em si mesmo, nem
nas próprias possibilidades não será uma pessoa realizada e feliz.
A Auto-Estima assenta-se em 3 pilares fundamentais: Gostar de si mesmo, que
significa respeitar-se a si próprio, Acreditar nas suas capacidades, que é imagem que
cada um faz de si e Auto-Confiança que refere-se ao sentimento de competência
pessoal, pensar que somos capazes de agir em todas as situações, sem nos preocuparmos
com os juízos dos outros. Portanto, podemos sintetizar a Auto-Estima, como sendo o
modo como nos vemos a nós próprios, mas enquanto ser humanos podemos gostar ou
não do que vemos.
A auto-estima é uma necessidade do próprio ser humano onde ele se sente
fortalecido, merecedor da felicidade e do sucesso. Ela é a mola propulsora que nos faz
vencer os desafios e construir um mundo mais tranqüilo. É uma conquista que é
produzida no decorrer da vida, de acordo com as relações, em que o sujeito sente-se
amado e realizado, garantindo assim, um bom equilíbrio emocional.
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A auto-estima é apropriada e unida a um conceito positivo, que potencializa a
capacidade que o ser humano tem para desenvolver suas habilidades e o nível de
segurança pessoal, enquanto que a baixa auto-estima fará maior destaque com referência
aos fracassos e derrotas.
Uma pessoa com elevada auto-estima se relaciona bem, trata os outros com
amor e generosidade, enquanto que os que têm baixa auto-estima não tem amor próprio,
têm pouca ou nenhuma capacidade de amar os outros, são inseguros, o que dificulta
uma relação saudável com o meio onde estão inseridos.
Os alicerces da auto-estima são lançados no início da vida do ser humano, as
crianças adquirem o seu amor próprio através das relações que estabelecem com as
pessoas no seu cotidiano. Sendo assim, é importante as famílias proporcionarem
condições de as crianças formarem um bom conceito de auto-estima, através da
valoração e auto-respeito.
As experiências positivas com a vida, ou seja, a qualidade das relações
estabelecidas entre o indivíduo e aqueles que desempenham papéis importantes, são
determinante na auto-estima. Então, o afeto é de importante valia para o
desenvolvimento da auto-estima.
A pessoa vai crescendo e formando sua personalidade através da atmosfera
familiar e grupal em que está inserida, incorpora os valores, regras, costumes, crenças,
etc. que são incutidos no seu interior e são essas experiências que vão resultar naquilo
que somos.
A personalidade do ser humano não é formada só pela família, mas também
pela influência da sociedade, principalmente quando acredita no que os outros pensam
sobre ela.
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A auto-estima é nosso ser no sentindo mais valorativo, de nossa personalidade
de quem somos nós, do grupo de características psíquicas, corporais e espirituais que
configuram nossa personalidade.
Pessoas com Auto-Estima elevada sentem-se amadas e capazes, conseguem
entender melhor o que acontece na vida, refletem sobre as causas e acontecimentos,
encaram os desafios e solucionam os "problemas", são responsáveis pelo sucesso ou
fracasso, em vez de culparem os outros.
Para assegurar uma boa auto-estima é necessário acreditar no seu potencial, na
sua capacidade de reconhecer o seu próprio valor, ter respeito por si mesmo, enfrentar
as competições, ter prazer em estar vivo, aceitar críticas e reconhecer seus erros e,
acima de tudo, ser uma pessoa simples, humilde, demonstrando realmente o que é.
“A auto-estima é uma força poderosa que existe no interior de cada
um de nós. Ela abrange muito mais do que senso inato de valor
pessoal... é a vivência de sermos apropriados a vida e as exigências
que ela coloca. Mas, especificamente, auto-estima é... a confiança em
nossa capacidade de pensar e enfrentar os desafios básicos da vida. A
confiança em nosso direito de ser feliz, a sensação de que temos
valor, que somos merecedores, de que temos o direito de expressar
nossas necessidades e desejos e de desfrutar os resultados de nossos
esforços”. (BRANDEN, 1998, p.8).
Quando uma pessoa tem uma boa auto-estima, ela pode até sentir-se magoada,
mas enfrenta seus compromissos e verdade. Jamais desvaloriza suas opiniões em função
dos outros, e procura relações que lhe fazem bem, conseguem amigos mais confiáveis,
Enquanto que as pessoas que têm baixa auto-estima fazem exatamente o contrário, e
normalmente entram em contato com pessoas de relacionamento complicados.
“Embora a qualidade de suas relações seja claramente superior à das
pessoas de baixa auto-estima, homens e mulheres de elevada auto-estima
estão longe de ser universalmente mais amados. Mas... são mais sinceros...
mais abertos quanto a seus pensamentos e sentimentos. Caso se sintam
alegres ou excitados não têm medo de demonstrar. Se sofrem não se sentem
obrigados a ser simpáticos. Se suas opiniões não são populares, expressam20
nas do mesmo jeito. São pessoas saudavelmente auto-afirmativas. E como
não tem medo de ser quem são, de viver autenticidade, às vezes despertam a
inveja e a hostilidade dos que são mais presos às convenções”. (BRANDEN,
1999, p.111).
Ter uma boa auto-estima significa ter sentimentos de valor, de competência e de
auto-respeito, autenticidade e integridade.
“Pesquisas realizadas com altos executivos sugerem que uma das causas
principais do fracasso é a incapacidade de tomar decisões. Essa incapacidade se deve a
uma auto-estima prejudicada. ¨(BRANDEN, 1998. p.93)
Confiar em si mesmo e na sua mente, é contribuir com a melhoria da
autoconfiança e da auto-estima, o aumento de um só pontinho da auto-estima faz uma
tremenda diferença no resultado e na maneira como se vai conduzir a vida.
“O significado mais fundamental de auto-estima é confiar na própria mente, nos
próprios processos mentais, portanto confiar na capacidade que você tem de aprender,
julgar, decidir. A pessoa que, no mais fundo de si, não confia em sua própria mente está
em nítida e grave desvantagem em termos de enfrentar as escolhas e as opções que a
vida lhe apresenta. Pense na auto-estima positiva como o sistema imunológico da
consciência, que lhe fornece resistência força e uma capacidade de regeneração ao lidar
com os desafios da vida”. (BRANDEN, 1999, p.92).
A auto-estima contribui muito com o ser humano, auxilia o homem a correr
riscos, ser criativo, aprender novas habilidades e ser mais produtivo, aproveitando o
máximo o potencial de cada um, contribuindo com a melhoria da família e das
organizações e, conseqüentemente, da sociedade.
1.1 A Influência da Auto-Estima X Baixa Auto-Estima
Nos últimos anos, a questão da auto-estima vem despertando o interesse de
especialistas da área de psicologia. Em 1994, um estudo realizado pela Associação
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Americana de Psiquiatria mostrou que a baixa auto-estima pode acarretar uma série de
problemas emocionais, como depressão, bulimia nervosa, carência afetiva, déficit de
atenção e aprendizagem. “São muitos os transtornos psicológicos causados pela
desvalorização pessoal”.
Nestes casos, a tendência é que a pessoa enxergue apenas atribuições negativas
em relação a si mesma. Se um candidato com baixa auto-estima pleitear uma vaga para
trabalhar em uma empresa e não conseguir, provavelmente vai achar que não tinha
competência ou capacidade para exercer referida função, enquanto que uma pessoa
com auto-estima elevada vai lidar com o problema de outra forma, ou seja, será capaz
de perceber quais os critérios, o perfil exigido para o referido emprego, o que faltou
para conseguir a vaga e como pode melhorar.
No dia-a-dia, é de extrema importância desenvolver a valorização pessoal. Isso
porque a auto-estima influencia nas decisões, no jeito de viver e nas escolhas de cada
um, aumentando o espaço de vida e o ambiente de percepção das pessoas. Quem tem
uma boa auto-estima se sente mais encorajado na hora de lidar com a realidade,
percebendo oportunidades e possibilidades de maneira mais ampla. Aqueles que tem
baixa auto-estima se sentem mais limitados, como se percebessem um ambiente de
oportunidades e escolhas menor.
Embora não pareça uma tarefa fácil, é possível auxiliar e contribuir com a
melhoria da Auto-estima do ser humano. Levando o mesmo a ter consciência sobre os
próprios aspectos positivos, sobre a sua importância enquanto ser.
A auto-aceitação é outro fator importante, pois só quem busca uma maior
compreensão de si mesmo, é capaz de mudar a partir do reconhecimento das próprias
limitações e fragilidades. “É importante perceber que vivemos em uma cultura que
estimula a baixa auto-estima.
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Nossa sociedade trabalha com a hipótese de que o outro vai melhorar seu
desempenho ou a maneira de lidar com a vida, caso sejam mostradas suas falhas,
criticadas suas atitudes e apontados os seus defeitos. Aos poucos, estamos aprendendo
que talvez essa não seja a maneira mais adequada de ajudar as pessoas a resgatarem sua
auto-estima. O ideal é reforçar o que a pessoa tem de positivo e até discutir os pontos
negativos. No entanto, para cada observação negativa é preciso apontar no mínimo três
elogios. Elogiar é de fundamental importância para a construção da Auto- Estima do
ser humano.
“E importante valorizar o lado positivo de cada um desde a infância, estendendo
essa valorização por todas as etapas da vida e aos diversos campos de atuação, seja
profissional ou pessoal”.
A auto-estima deve fazer parte da nossa cultura e educação. Na visão
construtivista, por exemplo, o acerto da criança e a construção do conhecimento são
muito valorizados. Aquela visão do professor com caneta vermelha apontando os erros
da criança está sendo superada. Precisamos levar esta experiência para todos os campos,
inclusive para empresas e organizações, sempre fortalecendo o que cada um tem de
melhor.
No extremo oposto da desvalorização pessoal estão os casos de pseudo autoestima
elevada, ou seja, pessoas que na verdade, têm uma baixa-estima de si própria e
tentam compensar isso com uma falsa imagem, formada a partir de valores ou
potencialidades não legítimas.
“É importante lembrar que elogiar, valorizar e ajudar o outro a perceber os seus
potenciais, competências e valores deve ser feito com base na verdade. Ninguém
descobre ou recupera a auto-estima com blefes ou mentiras. Essa pseudo valorização
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também é muito preocupante, porque acaba afastando a pessoa da possibilidade da automelhoria
e do desenvolvimento pessoal”.
Outro aspecto considerado prejudicial para à auto-estima, é a comparação entre
as pessoas. “Cada um é de um jeito. Por isso, não podemos apontar que um faz isso bem
e o outro não”. O desempenho em determinadas áreas depende muito da aptidão de
cada um. A única comparação válida é aquela feita com a gente mesmo, ou seja,
comparar o que fomos no passado e como somos hoje, sempre procurando enxergar as
melhorias e refletir sobre as mudanças para ter um desempenho ainda maior.
A baixa auto-estima geralmente está associada a pessoas tímidas, inibidas,
temerosas, que não se animam a competir nem a destacar-se. Ainda são símbolos de
baixa auto-estima, certas atitudes que aparentemente revelam o contrário como: chamar
a atenção dos outros e ser sempre o centro, sentir a necessidade de ganhar todo o
tempo, ainda que valendo-se de trapaças, exibir um perfeccionismo exagerado ou
depender da aprovação externa.
Para quem encontra dificuldades em desenvolver uma boa auto-estima sozinho,
o ideal é contar com a ajuda de profissionais especializados. O trabalho da psicologia
através da psicoterapia contribui para a mudança de percepção com relação a si mesmo,
descobrindo qualidades e oportunidades que antes não enxergava. Quando modificamos
o relacionamento com a gente, mudamos também com os outros. E para estabelecer
relações sólidas e de afeto com as pessoas, é preciso estar bem consigo mesmo, portanto
com uma boa auto-estima.
A Auto-estima tem um papel fundamental na vida do ser humano, basicamente
é responsável pelo equilíbrio emocional, pois quando a auto-estima é elevada os
sentimentos são de valor, competência, auto-respeito, autenticidade e integridade.
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Quando uma pessoa tem uma boa auto-estima os relacionamentos são bons,
sinceros, abertos e as relações são mais confiáveis, enquanto que na baixa Auto-Estima
ocorre a falta de amor próprio e de desvalorização, o que conseqüentemente interdita o
desenvolvimento psicológico e compromete o desempenho do ser humano, tanto a
nível intelectual, familiar e escolar. Sendo assim, é importante desenvolver a auto
estima do ser humano, principalmente das crianças.

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